Economia

Uma em cada cinco empresas de SC planeja investir já durante a pandemia

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Levantamento realizado por FIESC, Fecomércio-SC e Sebrae/SC mostra que, apesar dos prejuízos acumulados, setor empresarial busca recursos para investir em novos projetos; além disso, a pesquisa demonstra um movimento de recuperação do emprego, que se confirmou com dados divulgados esta semana pelo Ministério da Economia

Apesar das perdas de faturamento acumuladas nos últimos quatro meses por causa da redução da atividade econômica e da possibilidade de que os efeitos da crise sanitária se estendam por mais tempo, uma em cada cinco empresas do estado pretende realizar investimentos ainda durante a pandemia. Esta é uma das conclusões da quarta edição da pesquisa Impacto do coronavírus nos negócios de Santa Catarina, realizada pelas federações empresariais da Indústria (FIESC), do Comércio, Serviços e Turismo (Fecomércio-SC) e pelo Serviço de Apoio Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (Sebrae/SC), divulgada nesta quarta-feira, dia 29.
São 18,9% das empresas entrevistadas que informam estar em busca de crédito para novos investimentos e projetos. É um percentual significativo, pois contrasta com a estimativa de perda de faturamento que totaliza R$ 36,7 bilhões nos setores pesquisados, o que representa 8,4% do PIB estadual. Essa redução é de R$ 15,3 bi no comércio, R$ 12,8 bi nos serviços e R$ 8,6 bi na indústria. A análise anterior apresentava que até o final de abril a perda de faturamento em todos os setores tinha sido de R$ 19,6 bilhões.

“Os dados sinalizam a volta do otimismo, que se confirma em outros estudos que realizamos, os quais mostram que abril foi o pior mês do ano para a economia catarinense”, destaca o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar. “O fato de um em cada cinco empresários buscar recursos para novos projetos mostra a disposição de investir e isso é um dos aspectos mais importantes para que a retomada do crescimento seja sustentável”, destaca Aguiar.
A pesquisa apresentada nesta quarta-feira mostra o retorno das atividades econômicas. Um indicador disso é que, com adaptações, 87,5% das empresas já retomaram as atividades, embora de maneira desigual entre os portes, visto que o micro e pequeno negócio apresentam maiores dificuldades. O levantamento mostra que 25% das empresas estão com o funcionamento normalizado, 40,5% se readaptaram e 21,8% estão com produção reduzida. No outro lado, 11% estão fechadas temporariamente e 1,5%, definitivamente.

Em linha com os dados divulgados esta semana pelo Ministério da Economia, o estudo realizado pela FIESC, FECOMÉRCIO e Sebrae/SC registra um movimento de retomada do emprego. Caiu o número de empresas que reduziram o quadro e aumentou a quantidade daquelas que geraram mais postos de trabalho. Na primeira edição da pesquisa, três em cada quatro (76,8%) empresas catarinenses mostraram ter reduzido a quantidade de trabalhadores contratados. Na atual medição, esse índice caiu praticamente pela metade e agora são 36,9%. Na outra ponta, 10,1% das empresas dizem ter aumentado seus quadros. Trata-se de um volume significativamente maior do que o de 1,6% registrado na terceira edição e que já representava o dobro dos levantamentos anteriores. As medidas previstas na MP 936/2020 são determinantes para a manutenção de emprego e renda, consideram os entrevistados da pesquisa.

O acesso ao crédito é crucial para a manutenção ou retomada das atividades, no entanto, apenas uma em cada três empresas que buscaram, obtiveram empréstimo, ainda que o número de financiamentos obtidos desde maio tenha aumentado 2,3 pontos percentuais. No total, 45,1% das empresas consultadas disseram ter procurado financiamento e somente 16,6% do total o obtiveram. Os entrevistados consideram que o acesso ao crédito poderia ter evitado as falências registradas durante a pandemia – e que são estimadas em 1,5% das empresas. O levantamento indagou os motivos dessas falências e as respostas indicam que 48% foram motivadas pela pandemia (redução de faturamento).
Das demais, 12% são atribuídas a outros problemas não relacionados à pandemia e 40% pelo fato de as empresas já estarem em situação delicada, agravada durante a ocorrência da Covid-19. Neste contexto, 36% das entrevistadas afirmam que as falências poderiam ter sido evitadas caso houvesse acesso ao crédito.

Além do objetivo de realizar novos investimentos e projetos, os principais motivos para a busca de crédito são para fluxo de caixa (58%), pagamento de custos fixos (32,4%) e pagamento da folha e salários (20,3%).
Micro e pequena empresa
Em relação aos pequenos negócios, as atividades mais prejudicadas são dos segmentos da economia criativa, como atividades culturais e artísticas, transportes escolares e turísticos, e eventos. Nesses ramos, seis em cada dez empresas seguem fechadas. O diretor técnico do Sebrae/SC, Luc Pinheiro, destaca que a situação dessas empresas é a mais dramática. “Sabemos que os segmentos devem ser os últimos a voltar com atuação completa e, consequentemente, os últimos a se recuperarem economicamente. Por isso é importante olharmos para esses negócios e buscarmos auxiliar na criação de soluções inovadoras que os ajudem a passar por esse período de crise”, comenta.

O estudo revela também a primeira recuperação de empregos nas micro e pequenas empresas desde o início da pandemia – o percentual de empresas que estão demitindo caiu de 37,7% para 21,8%, enquanto 4% têm saldo positivo de empregados. O segmento também se valeu das prerrogativas da MP 936/2020. No faturamento diário, os pequenos negócios tiveram uma queda de 77% até o dia 12 de abril, período em que as restrições de isolamento social eram mais intensas. A partir daí, as pequenas empresas vêm se recuperando com a volta gradual do funcionamento das atividades, tendo acumulado 58,1% de aumento no período até junho. Da mesma forma, a pesquisa mostrou ainda que o acesso ao crédito vem aumentando com uma maior taxa de sucesso na obtenção de empréstimos na rede bancária, sendo que um a cada três pequenos negócios conseguiram empréstimo, incremento de 13% na taxa de sucesso.

“Esses números são fundamentais para mostrar que, apesar das dificuldades, as políticas públicas adotadas até o momento estão surtindo efeito e apoiando os empresários. O caminho ainda é longo, mas as medidas de apoio aos pequenos negócios já começam a mostrar resultados”, comenta o diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca.
Comércio e serviços
“Com a leve recuperação do comércio e a contínua dificuldade dos serviços, os dados demonstram a necessidade de elaborar alternativas para a retomada segura da economia”, analisa o presidente da Fecomércio, Bruno Breithaupt. “A pesquisa também atua como instrumento para a construção de uma gestão estratégica e de políticas integradas para essa retomada segura das atividades, observando as questões econômicas, sociais e de saúde pública. Identificando pontos críticos e áreas mais sensíveis, permitindo o direcionamento assertivo dos esforços para os setores mais fragilizados”, adiciona.
Indústria

O levantamento ouviu 445 indústrias e mostra que cerca de 32% dos estabelecimentos do setor realizaram algum tipo de adaptação no processo produtivo para a retomada das atividades. Cerca de 40% do segmento está com redução na produção, um percentual bem inferior aos 68% da edição anterior.
Há uma queda estimada em 19,9% na produção industrial desde 17 de março, com retração de R$ 8,6 bilhões na produção industrial, sendo R$ 7,7 bilhões nas vendas ao mercado interno e R$ 790 milhões nas exportações. Quanto ao acesso ao crédito, em torno de metade das empresas do setor entrevistadas disse não ter buscado financiamento. Entre as demais, uma a cada duas empresas não obteve sucesso.
Conforme a análise, a indústria foi a que mais utilizou as prerrogativas da Medida Provisória 936/2020, afetando 40% dos empregos do setor. Segundo os resultados do levantamento, 40% das indústrias suspenderam contratos de trabalho no período. Já a redução de jornada e de salário foi adotada por 42% das empresas do setor, ou seja, 24,3% dos trabalhadores.

“A pesquisa mostra uma tendência à retomada da economia”, acrescenta o presidente da FIESC. “Se em abril se cogitava uma redução do PIB superior a 10%, hoje as estimativas são de uma queda bem inferior”, complementa.
Foram ouvidas 1,6 mil empresas de 6 a 12 de julho e a margem de erro da pesquisa geral é de 2,9%.

Acibalc promove “Jabá Digital” com a participação de Flávio Steffens do Vakinha Online

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Com o intuito de fomentar o comércio local, incentivando os negócios do município, o Núcleo Jovem Empreendedor, da Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc), promove no dia 9 de julho, “Jabá Digital” com palestra de Flávio Steffens, do site Vakinha Online. O encontro acontece a partir das 19h, por meio de plataforma online. Para associados da entidade, o evento é gratuito. Não associados pagam R$20.

Durante o evento os participantes terão a oportunidade de divulgar seus negócios para outros empresários, no formato de rodada de negócios, e aprender dicas sobre como tirar as ideias do papel com o diretor de relacionamento da empresa Vakinha Online, Flávio Steffens. Com uma veia empreendedora atuante desde 2006, Flávio apresentará sua trajetória profissional inspiradora e levará os participantes a pensar sobre fracasso, criatividade, inovação e mudanças.

De acordo com o Coordenador do Núcleo Jovem Empreendedor, Euclides Balbinot Junior, o momento atual exige que se fale da importância do associativismo nos negócios. “O Núcleo Jovens Empreendedores, juntamente com a Acibalc, está sempre pensando no desenvolvimento de empresas e pessoas, por isso irá realizar o Jabá Digital, junto a uma super palestra online repleta de histórias inspiradoras. É nosso dever como jovens empreendedores associativistas ajudar empresários nesse momento ímpar, fomentando novos negócios e principalmente, valorizando o comércio local e inovando a cada dia”, ressalta.

Os interessados podem se inscrever através do sympla.com/acibalc. Após a inscrição, os participantes receberão o link do evento por email.

 

Núcleo de Cooperativas da Acibalc promove uma série de lives relacionadas ao universo cooperativo

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Em comemoração ao Internacional do Cooperativismo (Dia C), que acontece no dia 4 de julho, o Núcleo de Cooperativas da Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc) preparou uma semana inteira de lives com empresários e convidados especiais, que irão abordar temas ligados ao universo cooperativo. A programação é gratuita e acontece de 29 de junho à 3 de julho, sempre às 19h, no Instagram oficial da instituição.
A Doutora e Pró-Reitora da Uniavan, Dra. Gabriella Depiné Poffo, abre a programação na segunda-feira, 29, com a live “Os desafios do ensino superior e carreira”. Na terça-feira, 30, é a vez da Founder da B.done, Cáh Morandi, abordar o novo normal com a live “Maketing digital como um motor de negócios”. Já na quarta-feira, 1, a psicóloga e consultora de empresas Eliana Siufi ensina como manter o foco e a atenção em momentos de vulnerabilidade.
A programação continua na quinta-feira, 2, com o consultor especializado em gestão empresarial, Diego Martins, que irá abordar durante a live os impactos e alternativas da pandemia nas empresas. A última live acontece na sexta-feira, 3, com o economista da Facisc, Leonardo Alonso Rodrigues, que traz o tema “Cenários econômicos em tempos de coronavírus”.
Os interessados podem participar das lives diretamente pelo Instagram @acibalc e @nucleocooperativismo.

Acibalc promove webinar para discutir o futuro do trade turístico pós pandemia do coronavírus

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Com o intuito de reunir lideranças do turismo catarinense para avaliar a retomada do setor, o Núcleo de Turismo da Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (Acibalc), em parceria com o Conselho Municipal de Turismo (Comtur), realizará nesta quinta-feira, 25, um webinar com o tema “O Futuro do Trade Turístico Pós Pandemia”. O encontro é gratuito e acontece a partir das 19h, via Google Meet.
Durante a conferência serão discutidas ações para retomada do setor turístico no estado, o cenário do turismo nacional e internacional, além da retomada digital dentro do setor. O Presidente da Comtur e Diretor de Turismo da Acibalc, Osny Maciel Jr será o moderador do webinar, que contará com a participação do Presidente da Santur, Mané Ferrari, a Vice-Presidente de Turismo da Facisc, Ciça Muller, o Secretário de Turismo de Balneário Camboriú, Valdir Walendowsky, além da presença da Presidente da ABEOC/SC, Jane Balbinotti.
Segundo o Presidente da Comtur e Diretor de Turismo da Acibalc, Osny Maciel Jr, a cadeia do turismo terá um retorno gradativo e é preciso planejar ações a curto, médio e longo prazo para o trade turístico. “No webinar nós iremos abordar a nova forma de fazer turismo, o que irá mudar após a pandemia e o cenário que poderemos esperar daqui para frente. Também iremos avaliar a imagem do Brasil lá fora, como podemos pensar ações para o público internacional e a retomada digital frente ao retorno, ligada à eficiência operacional”, ressalta.
Os interessados podem participar através do link: meet.google.com/api-pbcb-oza.

Sebrae e Renner atuam em conjunto em projeto de suporte e retomada dos pequenos negócios

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Em Santa Catarina a iniciativa irá beneficiar 85 empresas com consultorias gratuitas e online

O setor de moda foi um dos que mais sofreu com a pandemia do novo coronavírus. As quedas de faturamento, segundo pesquisa do Sebrae com a FGV, chegaram a 77% em abril e 67% em maio. Para auxiliar a cadeia produtiva do setor durante esse período, o Sebrae fechou uma parceria com as Lojas Renner para fornecer consultorias sobre gestão financeira e gerenciamento de crise para mais de 200 pequenos negócios brasileiros.

As consultorias estão sendo oferecidas às empresas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais que produzem peças para fornecedores da varejista de roupas. Ao todo, a consultoria dura dois meses com encontros semanais online pensados para atender a realidade de cada empresa. Serão 12 horas de atendimento com consultores do Sebrae sobre três temas: gestão financeira, linhas de crédito disponíveis no mercado e ferramentas para enfrentar a pandemia.

Em Santa Catarina, uma pesquisa feita pelo Sebrae/SC em março de 2020 identificou que 64% das empresas não haviam feito um levantamento dos impactos da crise para os seus negócios e as áreas que demandavam de suporte e orientações concentravam-se em finanças; medidas de suporte adotadas pelo governo; linhas de crédito e questões trabalhistas. A pesquisa foi realizada com 100 empresas participantes do projeto de Encadeamento Produtivo da parceria Sebrae e Renner.

De acordo com dados do Observatório da FIESC, o segmento industrial têxtil é o que mais emprega em Santa Catarina e o segundo em número de estabelecimentos dentre os 15 principais setores da economia industrial catarinense. O estado conta com 9.042 empreendimentos, dos quais 96,5% são micro e pequenas empresas que juntos empregam 30,9% dos trabalhadores do setor, o que representa cerca de 50 mil postos de trabalho.

A campanha Sebrae e Renner juntos pelos pequenos negócios está atendendo 85 empresas em Santa Catarina gerando impacto em aproximadamente 2000 empregos diretos. De acordo com o diretor técnico do Sebrae/SC, Luc Pinheiro, este momento é fundamental para garantir assistência a essas empresas para que elas se mantenham ativas e competitivas. “Ninguém esperava uma crise como essa e muitas empresas não estavam preparadas. Estamos somando esforços para garantir apoio aos pequenos negócios para que se mantenham ativos, produtivos e competitivos. Precisamos garantir a sobrevivência das empresas do setor têxtil catarinense, tão importante para o desenvolvimento da nossa economia”, comenta.

A empresária Kalinka Gielow, proprietária da Zairon Indústria de confecções, localizada em Blumenau e uma das contempladas com as consultorias celebra a iniciativa. “É uma grande oportunidade poder contar com o Sebrae e a Renner em um planejamento de gestão de crises. Não basta ter experiência na profissão e nessa consultoria ganharemos um pacote completo”.

Para Wilson Correia, dono da empresa WE Confecções, de Indaial, que atua há 11 anos no mercado, o suporte oferecido pelo Sebrae e Renner estão sendo “cruciais” para a perenidade do negócio. “Eu já havia demitido alguns funcionários e estava praticamente fechando as portas. A notícia do suporte financeiro do fundo da Renner e o apoio das consultorias do Sebrae é um fator crucial para manter o nosso negócio”.

O diretor de produto das Lojas Renner, Henry Costa, afirma que A Rennner depende das pequenas empresas. “Quase 70% do que a gente vende é da produção local, fabricado no Brasil, por isso precisamos tanto apoiar os empreendedores e cooperativas de costura e preservá-los para manter nossa cadeia interna viva”, afirma Costa.

A varejista reconhece a importância dos parceiros e trabalha desde 2017 junto ao Sebrae para proporcionar a profissionalização da cadeia produtiva. Até hoje, mais de 200 pequenas empresas passaram pelo processo de qualificação empresarial oferecido pela parceria, resultando em um aumento de 23% na produtividade e de 55% na competitividade dos negócios.

A Renner também fez um fundo de 1,5 milhão de reais para ajudar 75 pequenas empresas de confecção. Além disso, a empresa manteve a maior parte dos prazos de pagamento acordados previamente com os fornecedores e não postergou pedidos por causa da pandemia.

Série de conteúdos online apresenta conceitos e ferramentas para vender mais pela internet

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Iniciativa do Sebrae/SC reúne especialistas que irão ministrar cinco aulas sobre o tema

Para ajudar os negócios a se colocarem no mundo virtual e a potencializar as vendas de seus produtos, o Sebrae/SC organiza o “Trilha on-line: Aprenda a vender mais usando a internet.” As aulas serão divididas em cinco temas: contextualização, preparação, ferramentas, vendas na prática e fidelização de clientes. Os conteúdos são gratuitos e as inscrições podem ser realizadas em http://sebrae.sc/vender-na-internet.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Comércio Eletrônico, desde o início da pandemia do coronavírus no Brasil houve um aumento de 37% no número de vendas online. Os seis setores que mais cresceram são o de calçados (93,08%), bebidas (78,90%), supermercado (34,44%), artigos esportivos (25,75%), móveis e decoração (23,61%) e moda (18,38%).
“O momento está favorável para que as pequenas empresas iniciem e ampliem a sua participação de vendas no mercado online. Apesar de parecer fácil comercializar no mundo digital, por estarmos familiarizados com as redes, esse é um processo que pode ser potencializado com preparação e organização. O Trilha on-line busca oferecer meios para facilitar as vendas e também fortalecer os negócios no ambiente virtual”, explica a coordenadora da iniciativa, Camila de Souza Regis.
A Trilha de Conteúdos conta com cinco vídeos com aulas que reúnem sete especialistas. São eles: Mário Augusto São Thiago, Luísa Averbeck, Amanda Santos, Tatiane Carvalho, Luciana Sayuri Odaque, Ana Paula Esser e Carolina Cezari. A iniciativa vai apresentar informações importantes para as vendas no ambiente virtual, como conceitos de marketing, ferramentas de venda on-line, métodos de pagamento e logística de entrega.

Entidades de Balneário Camboriú levantam bandeira do associativismo e lançam movimento #SomosTodosBC

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As entidades de Balneário Camboriú se uniram e acabam de lançar o movimento “#SomosTodosBC”. O intuito da ação é valorizar a importância do associativismo no município. Através de uma carta aberta, as entidades defenderam que esse é um momento de se unirem em uma só voz em prol do melhor para Balneário Camboriú.

A proposta, capitaneada pela Acibalc, ainda conclama toda a sociedade local para participar deste grande movimento, para que, todos juntos, possam promover uma retomada econômica ágil, sustentável e levando em conta todos os protocolos de higiene necessários. O movimento será divulgado nas redes sociais com o uso da hashtag “SomosTodosBC”.

Segundo a Presidente da Acibalc, Maria Pissaia, a ideia surgiu na busca de alternativas que ajudem a fortalecer o associativismo no município. “O período que vivemos exige de nós uma reinvenção diária, seja na nossa vida pessoal, nos nossos negócios e nas relações associativas. A união das entidades se mostra muito importante neste momento para o fortalecimento dos serviços e dos negócios da nossa cidade. Juntos conseguimos pensar diferente e encontrar soluções diferentes para resolver o nosso problema após pandemia”, destaca.

A ação é uma iniciativa da Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú (ACIBALC), Associação das Micro e Pequenas Empresas de Balneário Camboriú e Camboriú (AMPE), Balneário Camboriú Convention&Visitors Bureau, Câmara dos Dirigentes Lojistas de Balneário Camboriú (CDL), Observatório Social de Balneário Camboriú (OSBC), Ordem dos Advogados do Brasil – Subseção Balneário Camboriú (OAB/BC), Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (Sindisol) e Sindicato do Comércio Varejista e Atacadista (Sindilojas BC).

Texto: Bianca Pereira

Dona de brechó encontrou oportunidade de formalizar sua empresa durante a pandemia

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Iniciativa surgiu após a comerciante confeccionar mais de 450 máscaras para projeto que auxilia hospitais da região

A crise econômica devido a pandemia do Coronavírus pegou a maioria dos microempreendedores da região da foz do Itajaí de surpresa negativamente. Para a proprietária do “Closet Schons Brechó e Ateliê”, localizado no bairro São João, em Itajaí, o período serviu para se reinventar e formalizar o seu próprio negócio. A empreendedora, Elizaine Patrícia Schons Domingues, se tornou microempreendedora individual (MEI), após participar de um projeto voluntário na confecção de 453 máscaras destinada aos hospitais da região. Com a repercussão da iniciativa no início de março, uma empresa do município solicitou a compra de máscaras de proteção respiratória para seus colaboradores e a partir daí a proprietária do brechó sentiu a necessidade de formalizar definitivamente sua microempresa.

Apaixonada por moda e brechós, Elizaine iniciou o seu projeto em 2019, em um quartinho de sua casa. Comprou algumas peças de roupas em brechós da região e colocou à venda, com divulgação nas redes sociais. Para entender melhor como levar adiante o seu negócio, a comerciante participou de capacitações ofertadas pelo Sebrae/SC sobre preços, vendas e controle financeiro, além de feiras e eventos de brechós. “Eu comecei a buscar algo que eu realmente me identificasse e que me permitisse ter mais flexibilidade, além de poder passar mais tempo com meu filho. Então tive a ideia de abrir um brechó junto com ateliê de costura, já que cresci entre linhas e máquinas de costura. Além de vender roupas novas e seminovas, ofereço os serviços de reformas de roupas, customização e algumas peças por encomenda. Vestir a camisa de uma empresa é bom, mas vestir a camisa da minha própria empresa é melhor ainda”, ressalta.

Com o decreto n° 515 do Governo do Estado, que fechou por algumas semanas os comércios, a proprietária do brechó se voluntariou no projeto Veste Vida, de Balneário Camboriú, e com ajuda da sua mãe, em três dias confeccionaram as 453 máscaras que foram doadas para a linha de frente do combate ao Covid-19, nos hospitais da região. Por conta da repercussão, as pessoas começaram a procurar a empreendedora pedindo para comprar as máscaras. “Eu explicava que era de um projeto voluntário e que eu não poderia vender. Aos poucos percebi ali, uma oportunidade de ter alguma receita durante esse período”, conta.

Depois de muitos pedidos particulares, uma grande empresa do município realizou a encomenda de 206 máscaras para os colaboradores e pediu nota fiscal para efetuar o pagamento. Foi aí, que depois de tantos adiamentos, Elizaine abriu o seu MEI. “Fiquei tão feliz porque é um passo importante para o meu negócio. Sei que muitas empresas deixarão de existir nessa pandemia, mas para a minha foi o nascimento. A venda de máscaras trouxe um socorro nesses dias, mas é uma solução temporária. Entendo que terei que me destacar e investir forte no digital para poder atender os novos hábitos e as novas necessidades dos clientes”, finaliza.

Em 2020, o Sebrae/SC irá realizar a 12ª edição da Semana do MEI 100% Digital. Entre os dias 18 e 22 de maio serão realizadas palestras, webinar e lives com conteúdos voltados para quem quer ser MEI, para quem já é microempreendedor individual e quer expandir os negócios, para aqueles que precisam se reinventar neste momento de crise, e para os empresários que querem melhorar o marketing e as vendas do seu negócio. Durante a Semana, a equipe do Sebrae/SC também estará disponível para atendimento online ao empresário e futuro empreendedor. A participação é gratuita e a programação pode ser acessada por meio da página http://sebrae.sc/semanadomei2020.

Acibalc envia ofício ao Prefeito de Camboriú pedindo medidas para retomada da economia local

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Com base no Decreto Municipal Nº3.650/2020, que dispõe sobre a prorrogação e suspensão de prazos e tributos acerca da pandemia do Coronavírus, o Núcleo de Empresários de Camboriú, da Associação Empresarial de Balneário Camboriú e Camboriú, entregou nesta quarta-feira, 22, um ofício ao Prefeito Elcio Kuhnen, solicitando medidas para acelerar a retomada da economia do município. O objetivo do documento é propor ações para enfrentar os desafios do retorno das atividades empresariais durante e após a crise do Covid-19.
Entre as medidas, o núcleo solicita que a Prefeitura reveja as formas de negociação de pagamento de IPTU, ISS, ISSQN e Outorga Onerosa para as empresas, dialogue com a concessionária Águas de Camboriú para facilidade no pagamento das tarifas de água, realize a isenção e/ou facilidade no pagamento da taxa de iluminação pública (COSIP), amplie para 90 dias as validades de CND’s emitidas pela municipalidade, faça o contato com as esferas estadual e federal para que medidas econômicas sejam pensadas para o pequeno e médio empresário e a crie um Comitê de Retomada Econômica, composto pelo Poder Público e entidades organizadas que representem o setor produtivo da cidade. Além disso, ofício pede como sugestão, que a Secretaria de Assistência Social organize uma ação emergencial de auxílio aos profissionais informais, para que tenham acesso ao subsídio de R$600 oferecido pelo Governo Federal.
No documento, a entidade assume o compromisso de organizar, junto com outras entidades do setor produtivo, uma campanha para estímulo ao consumo local, valorizando as empresas de Camboriú, além de uma elaboração de cartilha de boas práticas de gestão e saúde para os empresários locais estarem informados das regras, riscos e boas práticas neste momento.
De acordo com o Coordenador do Núcleo, Cássio de Paula, a Acibalc está à disposição do Poder Público para contribuir com ações que fortaleçam cada vez mais os empresários do município. “O objetivo do grupo é contribuir com sugestões e ideias para que a prefeitura possa encaminhar soluções que sejam importantes e façam a diferença na vida do empresário local. Temos que levar em consideração a realidade do município, durante e após a pandemia, mas agir para que o Poder Público mantenha contato com a sociedade civil organizada para entender as demandas necessárias”, destaca.

Pandemia do coronavírus leva 148 mil pessoas ao desemprego em Santa Catarina

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Pesquisa foi realizada pelo Sebrae/SC nos dias 30 e 31 de março e é referente aos 15 dias de isolamento social praticado no estado até o dia 29 de março

O Sebrae/SC divulgou na manhã de ontem, 2, pesquisa em que apresenta o impacto da pandemia do coronavírus nos empregos do Estado. De acordo com a sondagem, que analisou o universo dos pequenos negócios, cerca de 148 mil pessoas já perderam seus empregos desde o início do isolamento social no Estado, dia 18 de março. Santa Catarina tem 785.147 pequenos negócios, desses 380.472 são micro e pequenas empresas e os demais microempreendedores individuais, os quais são responsáveis por 91% dos empreendimentos e por 57% dos empregos formais do Estado. Para o estudo, o Sebrae/SC ouviu 2.120 empresários, de todas as regiões de Santa Catarina. A pesquisa apresenta um índice de confiança de 95%, cuja margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Dos entrevistados, 19,5% das micro e pequenas empresas afirmam já terem feito em média duas demissões nesse período. “Os números são impactantes e ao expor eles, o Sebrae/SC chama a atenção para as 148 mil pessoas que estão no caminho da perda de renda hoje em Santa Catarina. Entendemos que a luta contra a pandemia é e deve ser prioridade, mas é preciso chegar a um equilibro para garantir que essas pessoas possam ter seus empregos, já que essa é a única forma de manter o sustento de suas famílias. A nossa preocupação neste momento é com a vida humana”, comenta o diretor superintendente do Sebrae/SC, Carlos Henrique Ramos Fonseca.

As regiões mais impactadas, de acordo com o Sebrae/SC, são do Planalto Serrano, Sul e Foz do Itajai, com 22,83%, 22,82%, 22,81% respectivamente das empresas apontando demissões no período. Já as regiões do Vale do Itajaí, Oeste, Meio Oeste, Norte e Grande Florianópolis variam entre 19,83% e 16,27%. A região com menor impacto até o momento é a do Extremo Oeste, com 15,63% dos empresários apontando demissões.

Por setor, as mais impactadas foram as micro e pequenas empresas da indústria, em que 25,19% precisaram demitir, seguido do comércio, com 22,10%, do agronegócio, com 17,39%, e dos serviços, com 16,46%.
Em relação ao faturamento, 91% dos empresários registraram uma redução de 90% no faturamento, o que resulta numa perda bruta de R$4,4 bilhões. Todas as regiões foram fortemente impactadas. Os maiores índices foram da Foz do Itajaí, com 94.30% dos empresários apontando redução, seguida pela Extremo Oeste, com 93,75%, e do meio oeste, com 93,06%. A região do Planalto Serrano foi a que registrou o menor índice, com significativos 88,04% das empresas assumindo queda de faturamento.

De acordo com o diretor técnico do Sebrae/SC, Luc Pinheiro, é importante lembrar que os pequenos negócios catarinenses são responsáveis por 57% do empregos formais de Santa Catarina e por 37% do PIB do Estado. “A representatividade das micro e pequenas empresas na nossa economia é evidente. É dever de todos olhar para os pequenos negócios e garantir a sobrevivência deles. São as pequenas empresas que irão ajudar o estado e o país a retomar o desenvolvimento econômico quando essa crise passar. Por isso, precisamos olhar por elas agora. A Medida Provisória publicada ontem pelo governo Federal, que busca evitar demissões e permite que as pequenas empresas reduzam em até 70% a jornada de trabalho e o salário dos trabalhadores, sendo que o governo garante ao trabalhador um valor complementar de renda, e permite o desligamento garantindo seguro desemprego aos trabalhadores, é uma prova de que essa preocupação também está em Brasília. O Sebrae/SC vai seguir fazendo esse acompanhamento para compreender os impactos dessa medida em Santa Catarina e para buscar o melhor para os empreendedores e para a população catarinense”, comenta Luc.